quinta-feira, 2 de Julho de 2009

O Auto da Barca do Inferno no teatro do Parlamento


PARVO

(...)
Ò Inferno?!... Ieramá!...
Hio, hio, barca do cornudo,
beiçudo, beiçudo,
rachador d'Alverca, huhá!
Sapateiro da Candosa,
antrecosto de carrapato, sapato, sapato!...
(...)

Gil Vicente (1975). Auto da Barca do Inferno. p.65.

8 comentários:

Paulo disse...

Os clássicos! Sem dúvida sempre actuais. Parabéns.

Austeriana disse...

Parece que a literatura continua a antecipar a realidade...

Helinha disse...

rsrs

Veja pelo lado bom... quando achamos que eles não nos surpreenderão mais, eles nos desmentem!

Beijo grande!!

Austeriana disse...

Pode crer, Helinha! Vamos de surpresa em surpresa!
Beijinho.

Martinha disse...

- O ministro esqueceu-se do lugar onde estava e do cargo que ocupava e, com aquela cara laroca de divertimento, fez o que cá em casa fizemos também!

Austeriana disse...

Martinha,

A última coisa que me ocorreria dizer deste ministro era que ele colocou uma cara laroca! O homem estava furioso!
Agora, concordo que já houve outros a fazerem e a dizerem bem pior - Alberto João Jardim, por exemplo - e não ouvi reacções tão indignadas do Presidente da Assembleia nem do Presidente da República. Aliás, o A.J. Jardim jamais se demitiria.
Beijinhos!

Martinha disse...

- Muito bem lembrado! Concordo que o homem estava furioso, antes!!! Mas, ... neste precioso momento iluminado ... olhem bem a carinha dele de divertimento! Pode ter-se arrependido depois, mas, neste momento ele goza o adversário, torna real o que estava a acontecer: afinal de contas ele foi o elemento que nos retratou melhor o que estava a acontecer no Parlamento e foi tão espontâneo que nós aqui em casa quando vimos a cena dos cornitos rimos em gargalhada! Aquilo era mesmo, foi mesmo, uma tourada!
Eu por mim já vi tanta, tanta coisa feia naquele Parlamento que considero este momento divertidissimo.

Austeriana disse...

Martinha,
Parece que Joe Berado já lhe ofereceu emprego...
Beijinhos.

 
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