Há uma cadeira nos cursos de Letras/Humanidades chamada História da Língua, na qual os estudantes tomam conhecimento da evolução do Português ao longo dos tempos. O objectivo desta aprendizagem é não só perceber os mecanismos com que a comunicação linguística se foi/vai confrontando ao longo dos tempos, mas é igualmente o de registar a memória da língua enquanto elemento fundamental da identidade de um país/povo.
Será, certamente, por isso que irlandeses, escoceses, galeses, ingleses, canadianos, australianos, norte-americanos, etc. nunca criaram uma fantochada com a designação pomposa de "Acordo Ortográfico". Quem é que «acordou»? E por alma de quem?
Nem aprecio as tretas politiqueiras de Vasco Graça Moura, mas desta vez concordo com ele. Por outro lado, a nossa soberania já está num estado tão lastimoso que, pelo menos, deviam deixar a Língua Portuguesa em paz - é um dos poucos bens patrimoniais que ainda temos.



