sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

You had to be a big shot, didn't you? You had to prove it to the crowd!

É verdade. O homem anda a beber demais, a vida afectiva tem sido atribulada, dedicou-se à música clássica (a seguir as passadas do pai?!) e  está retirado (até ver...) das lides "alive".
Todavia, como enquanto há vida, há esperança... tenho fé de que ainda hei-de assistir a um concerto «joeliano».
Enquanto espero, vou sendo assídua do site oficial, de onde retirei "Goodnight Saigon", "The Stranger 30th Anniversary" e "Sometimes a Fantasy".
Para os que não gostam de Joel, recordo que ... vem aí o NATAL! Há, portanto, que manter o espírito natalício...

*Para quem não conhece, sugiro o segundo clip.





quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

The man who knew too much...






Fonte: site interessantíssimo sobre Hitchcock, aqui.

quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Sobre Faces Ocultas e Espionagem


O medo vai ter tudo
(...) olhos onde ninguém os veja
mãozinhas cautelosas

ouvidos não nas paredes
mas também no chão
no tecto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos
(...)

havemos de todos chegar
quase todos
a ratos
Sim a ratos.

Alexandre O'Neill (1982). Obras Completas: 1951-1981. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda. p. 143.
Imagem: James Connelly (2008). Eye spy.
Fonte: Aqui.

terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Locked-in




Tenho ideia de ter tomado a decisão de querer ser cremada quando morrer depois de ter visto a cena de um filme (creio que) de Hitchcock.  O pedaço de história que retive (aos doze ou treze anos) foi o da aflição insuportável sentida por um desgraçado estendido numa espécie de maca, prestes a ser autopsiado (se a memória não me engana...), plenamente consciente de que o iam cortar aos bocadinhos (ou de que iam desligar a máquina?!), sem conseguir comunicar que estava vivo aos que o rodeavam. O que acabou por o livrar da morte iminente foi uma lágrima e o olhar mais atento de alguém que viu a gota deslizar pela cara.

Há pouco mais de um ano, «regressei»  a esta aflição, através de um episódio do CSI (o de Las Vegas, claro!). Gil Grissom descobriu que um médico russo, refugiado nos Estados Unidos, raptava mulheres e entretinha-se a apurar a sindroma "Locked-in". Mantendo a consciência e cognição das vítimas, o carniceiro infligia-lhes lesões no tronco cerebral, provocando-lhes paralisia quase total, limitando-lhes a comunicação aos movimentos dos olhos.

No sábado passado, encontrei esta fantástica notícia no Expresso (que pode ser  lida aqui). O neurologista belga Steven Laureys aplicou a Coma Recovery Scale-Revised (CRS-R), com resultados positivos, a Rom Houben, um homem que viveu o cativeiro de  mais de duas décadas no interior do seu próprio corpo, incapaz de comunicar com o exterior, após um acidente de viação. 
A mãe de Houben decidiu recorrer ao Coma Science Group, grupo de investigação da Universidade de Liège criado e dirigido por Laureys, considerado referência mundial na matéria. Através da utilização de aparelhos de ressonância magnética funcional, estimulação profunda do cérebro e tomografia por emissão de positrões (PET), entre outros, o PET permitiu diagnosticar a síndroma "Locked-in". O paciente começou a ser capaz de responder "sim/não" com um movimento do pé. No centro de reabilitação em Zolden, a 80 quilómetros de Bruxelas, Rom Houben continuou sujeito a intensa terapia sensorial, ao mesmo tempo que se desenvolviam e aperfeiçoavam tecnologias que agora lhe permitem comunicar com o exterior através de um ecrã táctil e de uma terapeuta.

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Parabéns, mãe!

E que venham mais setenta e nove, pelo menos!


domingo, 29 de Novembro de 2009

Things ain't what they used to be [they never are...]

Robert Palmer desapareceu em 2003. Subitamente.





site oficial aqui

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Borges sobre política e políticos / As escolhas de Durão Barroso



POLÍTICA: A definição «a política é a arte do possível» serve para justificar e ocultar todo o tipo de violências. Mais oportuno seria dizer que a política «é a arte do impossível».
POLÍTICOS: Como admirar seres que passam a vida a pôr-se de acordo, dizendo as coisas que dizem e - com perdão - a retratar-se?

Pilar Bravo e Mario Paoleti (2002). Borges Verbal. Trad. José Bento. s.l.: Assíro & Alvim. p. 151.
Imagem: Iman Maleki (2000). All alone.
FONTE: SicOnline

Barroso distribui pastas para
o segundo mandato na Comissão Europeia

Os nomes dos comissários e os respectivos pelouros terão ainda de ser aprovados pelo Parlamento Europeu, que se pronunciará em Janeiro, após audições individuais com todos os comissários designados, entrando a nova Comissão em funções apenas depois do voto favorável da assembleia.

"Tenho confiança de que este colégio será decisivo na condução da Europa no caminho da recuperação económica e uma economia de mercado social que trabalha a pensar nas pessoas", disse o presidente da Comissão Europeia.
Os nomes dos comissários e os respectivos pelouros terão ainda de ser aprovados pelo Parlamento Europeu, que se pronunciará em Janeiro, após audições individuais com todos os comissários designados, entrando a nova Comissão em funções apenas depois do voto favorável da assembleia.
O presidente do executivo comunitário confiou os importantes cargos na área económica aos comissários europeus de nacionalidade espanhola, francesa, belga e finlandesa.
O espanhol Joaquin Almunia, que no executivo que está de saída ocupava o lugar dos Assuntos Económicos e Monetários, tem agora o importante lugar de responsável pela Concorrência.
A pasta do Comércio vai para o comissário de nacionalidade belga (Karel de Gucht) e do Mercado Interno e Serviços Financeiros para o francês (Michel Barnier).
O finlandês Olli Rehn, que na anterior Comissão tinha a pasta do Alargamento, fica agora com o dos Assuntos Económicos e Monetários.
A comissária de nacionalidade britânica Catherine Ashton já tinha sido nomeada há uma semana como vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela Política Externa dos 27, um lugar com poderes alargados em relação ao executivo anterior.
Durão Barroso entrevistou todos os candidatos propostos pelos Estados-membros antes de atribuir definitivamente os pelouros a cada nome.
O presidente da Comissão Europeia reconheceu a existência de pressões para ocupar um ou outro cargo, mas assumiu total responsabilidade sobre a escolha final.

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

«Quadratura do Círculo»


Hoje, na SicNotícias, por volta das onze da noite, a discussão promete. Na  «Quadratura do Círculo», o Bastonário da Ordem dos Advogados vai trocar umas ideias com Pacheco Pereira, Lobo Xavier e António Costa...

«Certas e determinadas» averiguações sobre alegadas interferências do Governo em «certos e determinados» Media



Quais são as consequências para quem não cumpre as determinações da ERC?
A ideia que tem permanecido é a de que os processos de averiguações são objecto de investigação aturadíssima; depois, sai deliberação; e, passado algum tempo, volta a acontecer tudo, outra vez. Vejamos. Isto não nos remete para acontecimentos semelhantes de "passados" longínquos e recentes?
José António Saraiva declarou que «[u]ma pessoa [Que pessoa?] do círculo próximo do primeiro-ministro e que conhecia muito bem a situação do jornal e a nossa relação [de JAS e do orgão de comunicação social que gere] com o banco BCP disse-nos que os nossos problemas ficariam resolvidos se não publicássemos a segunda notícia do Freeport».
As denúncias sobre as alegadas interferências do Governo em alguns órgãos de comunicação levaram a Entidade Reguladora para a Comunicação Social a iniciar processo de averiguações. Um comunicado deste organismo, divulgado no dia vinte e cinco de Novembro, refere que « [o] conselho regulador, no uso das suas atribuições e competências, delibera abrir um processo de averiguações tendo como objectivo apurar elementos relativos à situação denunciada publicamente pelo director do jornal Sol».
A ERC também anunciou a abertura de procedimento «tendo em vista a análise do cumprimento das regras relativas à publicidade do Estado, identificando eventuais desvios a essas regras».
Imagem: Fonte aqui

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Ousar


Nous ne pouvons être sauvés que par nous-mêmes. Telle est notre chance.
Edmond Jabès (1965). Le Livre Des Questions. s.l.: Gallimard. p. 140.

 
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